Vitória FC entra numa nova era após saídas de Paulo Martins, Miguel Reizinho, Carlos André e Marco Véstia
Vitória FC entra numa nova era após saídas de Paulo Martins, Miguel Reizinho, Carlos André e Marco Véstia
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O Vitória FC iniciou os trabalhos de preparação da temporada 2026/27 com um conjunto de saídas que assinalam o fim de um dos ciclos mais bem-sucedidos da história recente do clube. Paulo Martins, Miguel Reizinho, Carlos André e Marco Véstia já não fazem parte do projeto sadino, encerrando uma etapa marcada por títulos, crescimento e pelo tão desejado regresso aos campeonatos nacionais.
A temporada 2025/26 ficará para sempre na memória dos vitorianos. O Vitória conquistou o Campeonato da 1.ª Divisão Distrital da Associação de Futebol de Setúbal e a Taça AFS – Joaquim José Sousa Marques, completando uma histórica dobradinha distrital e garantindo a subida ao Campeonato de Portugal.
Com o início de uma nova época, o clube prepara-se agora para uma fase de reorganização, despedindo-se de algumas das figuras que desempenharam papéis importantes no processo de recuperação desportiva dos últimos anos.
Paulo Martins fecha um ciclo de sucesso
Entre todas as saídas anunciadas, a de Paulo Martins é naturalmente uma das que mais impacto provoca junto dos adeptos.
Profundamente ligado ao Vitória FC, o treinador desempenhou várias funções ao longo dos últimos anos, acompanhando de perto o crescimen
| @paulomartinscoach77 |
to do projeto sadino. Depois de integrar a equipa técnica e de orientar a equipa B, assumiu posteriormente o comando da equipa sénior numa fase particularmente exigente da história recente do clube.
Os resultados acabaram por falar por si.
Sob a sua liderança, o Vitória conquistou o Campeonato da 1.ª Divisão Distrital da AF Setúbal e a Taça AFS – Joaquim José Sousa Marques, alcançando uma histórica dobradinha e devolvendo o clube aos campeonatos nacionais.
Ao longo do seu percurso como treinador principal, Paulo Martins orientou a equipa em 67 encontros oficiais, registando apenas duas derrotas e nove empates, números que demonstram a consistência alcançada durante o seu mandato.
Para além dos resultados dentro das quatro linhas, conquistou também o respeito dos adeptos pela forma como sempre defendeu os interesses do clube e assumiu a responsabilidade nos momentos mais exigentes.
A sua saída ganha ainda maior relevância pelo facto de possuir contrato em vigor com o Vitória FC. Apesar disso, optou por prescindir de qualquer compensação financeira associada à sua desvinculação, renunciando aos valores a que teria direito contratualmente.
Termina assim um percurso que ficará inevitavelmente ligado a uma das fases mais vitoriosas da história recente do emblema sadino.
Miguel Reizinho apresenta demissão
Se a saída de Paulo Martins representa o encerramento de um ciclo desportivo, a de Miguel Reizinho surge envolta em maior controvérsia.
O agora ex-vice-presidente apresentou a sua demissão através de uma carta aberta dirigida aos sócios e adeptos do Vitória FC, publicada nas suas redes sociais.
Na mensagem divulgada, Miguel Reizinho explicou as razões que o levaram a abandonar funções e deixou críticas à gestão interna do clube, embora sem identificar diretamente os responsáveis pelas situações descritas.
Entre os pontos destacados na carta, o dirigente afirmou considerar que a sua dignidade pessoal e a autoridade inerente ao cargo de vice-presidente para o futebol foram desrespeitadas, circunstâncias que acabaram por tornar impossível a continuidade do seu trabalho.
A saída representa uma perda significativa para a estrutura diretiva numa altura particularmente importante, com o clube a preparar o regresso ao Campeonato de Portugal e os desafios inerentes a uma nova realidade competitiva.
Até ao momento, a direção do Vitória FC não emitiu qualquer reação oficial relativamente às declarações de Miguel Reizinho ou à sua decisão de abandonar funções.
Carlos André termina percurso na estrutura desportiva
Outra das saídas confirmadas é a de Carlos André, diretor desportivo que desempenhou um papel relevante na construção do projeto futebolístico dos últimos anos.
| @carlosandrestb |
Ao longo do seu percurso participou na definição das equipas que permitiram ao Vitória recuperar competitividade, voltar a lutar por títulos e alcançar os objetivos traçados para o processo de recuperação desportiva.
Embora os motivos da sua saída não tenham sido tornados públicos, o seu afastamento representa mais uma alteração significativa numa estrutura que foi determinante para o sucesso alcançado na última temporada.
Marco Véstia segue um novo rumo
No que diz respeito ao plantel, já foi confirmada a saída de Marco Véstia.
O defesa deixa o Vitória FC após uma temporada ao serviço dos sadinos, período durante o qual integrou um grupo que ficará para sempre ligado à conquista da dobradinha distrital e ao regresso do clube aos campeonatos nacionais.
Ao longo da sua passagem pelo Bonfim, contribuiu para um dos períodos mais bem-sucedidos da história recente do emblema verde e branco, ajudando a consolidar o crescimento competitivo da equipa.
Agora, chega o momento de seguir um novo rumo na carreira, encerrando a ligação ao clube numa fase particularmente positiva da sua história recente.
Um novo capítulo começa no Bonfim
As saídas de Paulo Martins, Miguel Reizinho, Carlos André e Marco Véstia representam muito mais do que simples mudanças de verão.
Em comum, os quatro deixam o Vitória FC após uma época histórica, marcada pela conquista do Campeonato da 1.ª Divisão Distrital da AF Setúbal, da Taça AFS – Joaquim José Sousa Marques e pelo regresso aos campeonatos nacionais.
Cada um, à sua maneira, contribuiu para um período de crescimento desportivo e institucional que devolveu ambição, estabilidade e esperança ao universo vitoriano.
Agora, o desafio passa por dar continuidade ao trabalho desenvolvido e preparar uma nova etapa no Campeonato de Portugal.
Com o mercado a dar os primeiros sinais de movimentação, os próximos dias deverão trazer novidades relativamente à composição da equipa técnica, estrutura diretiva e plantel para 2026/27.
O ciclo que termina deixa uma marca profunda na história recente do Vitória. O que agora começa terá a responsabilidade de construir o próximo capítulo.
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